segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Culpa






Tudo bem... eu sei que não fui quem você queria que eu fosse.
A partir de hoje, estarei largando as palavras. Simplesmente, deixando-as cair.

Não me julgue por não pensar duas vezes como antes.
A partir de hoje, não mais errarei. Não com isso. Pensar demais pode significar desistir.

Já estou acostumado com toda essa culpa acumulada. Sempre fui muito humilde e ignorei problemas fúteis. Sempre valorizei demais quando devia desprezar. Foi como caminhar sobre pedras de fogo tendo uma passarela de água paralela a mim.
Agora penso em como podia ter sido mais cauteloso nos passos que dei ao seu lado. Poderia dizer não, mas nunca disse. Sempre fui afetado e travado pelo medo da sua reação. Passei um tempo - jogado fora, por sinal - tentando compreender os motivos de ter confiado na tolerância do tempo em relação à seu jeito de ser. Nada mudou. Hoje, restam dúvidas. As mesmas que deviam se desfazer com o tempo. Parece que regredimos, não me sinto confortável com essa situação.


Sentir culpa é normal, desde que pareça justo.
Prevenir-se contra a culpa é algo improvável. Mais facilmente você consegue uma solução pra tudo.

É necessário saber onde está cada erro.
Se a culpa vem de alguém, sonde-a. Analise. Dificilmente valerá a pena querer querer o tempo passado de volta.

O que basta pra tudo é refletir.
O que vier pela frente vai parecer difícil, mas de certo modo você terá experiência praquilo. Tudo se repetirá, como uma volta ao mundo, que é minúsculo por sinal.


Tudo bem... eu sei que tudo isso é clichê.
Passaram-se dias desde a última vez que nos falamos. Minha culpa se foi, junto com você.

Mudei. Hoje, sinto você perto de mim sem precisar sequer te ver.
Consegui não sentir saudades, e deixarei que você aprenda sozinho. É a minha deixa, boa sorte.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Mundo" bizarro



Os humanos e suas tendências naturais de abusar do poder de influência da sociedade para generalizá-la, em termos gerais. O título desse post é uma ironia. Não existe mundo bizarro, não existe mundo imperfeito e tampouco mundo definido. E até que você conheça cada detalhe do mundo, pra você, não existe o mundo.

Bizarro mesmo, são as pessoas. Tão influenciáveis, tão fúteis, tão bestas, tão imperdoáveis e tão imprevisíveis... apesar de tão competentes, tão espertas, tão absurdamente irrelevantes aos problemas, tão liberais ou tão simples.

É bizarro querer colocar a culpa de tudo em todos. É bizarro querer ser alguém que não é pra agradar o próximo. É bizarro virar-se ao avesso para tentar encaixar-se num habitat desconhecido.

Na verdade eu sou tão irrelevante pro mundo quanto as pessoas aos meus problemas, mas esse mundo supracitado não depende da reciprocidade entre as pessoas e o local, e sim entre as pessoas. As pessoas aproveitam da inteligência que foi lhes concedida para se virar contra sua própria raça. E antes isso ficasse apenas na teoria... apenas na política e religião, que são os comandos do mundo. Mas elas se espalham entre as pessoas, entre AMIGOS, e por mais escroto que pareça, é menos comum entre inimigos.

Somos peças de Xadrez, e somos os jogadores. Somos o tabuleiro, se quisermos. Só não devemos querer ser todos ao mesmo tempo. E não podemos bancar o rei, enquanto somos apenas peões.

Vivemos em um mundo que nós fazemos bizarro. Ele espelha as pessoas na terra e na água, permitindo que as pessoas sejam tão límpidas e intocáveis quanto seus reflexos.
Muitos dizem que o mundo está perdido... soa como autodefesa pra não dizer que as pessoas estão perdidas. É como uma proteção de raça, ninguém quer fazer parte da laia de destruidores.

Tem um submundo que podemos julgar sem culpa... esse é aquele que construímos para não viver.

Imagem: Não é a terra.