Depois de um baque, sempre tem quem olhe pra você e ria, como também tem quem olhe e estenda a mão. Tenho certeza que se agora estou de pé, não preciso medir os meus esforços nem das pessoas que o fizeram.
Eu sempre faço quase tudo sozinho, mas só até onde posso. Não estou interessado no que o destino tem pra mim, ou sequer se ele existe ou é fábula. A única coisa que eu preciso é respirar, porque se tem alguma coisa que me interessa na vida, essa coisa é ter o direito de desviar do que um dia me derrubou e poder me sentir bem por ter conseguido ficar de pé.
Eu sou apenas mais alguém que aprende com erros e soma aprendizados. Se hoje estou triste, vou apenas mirar no amanhã e ver o que ele me traz. Se lá na frente eu sei que as coisas podem ser diferentes, não posso ser covarde ao ponto de ficar no chão e baixar a cabeça.
Depois do baque, a vida segue. Só perde o rumo, mas isso é fácil de encontrar, só basta ter forças pra puxar ar pros pulmões e respirar um ar criativo e novo. Não posso desistir das pessoas se elas nunca vão desistir de mim.
Um dia eu posso compreender melhor a turbulência, mas por enquanto eu só quero não parar de respirar.
Eu sei que as coisas acontecem só quando tem de acontecer. Que seja, a vida, um conto. E que faça surpresas. E que seja boa. E que seja feliz.



