domingo, 9 de setembro de 2012

Dubitável




Esse sou eu; Irreconhecível, inacreditável, desumano, apagado, intermitente.
Ou não sei se sou, não sei se há um ter que é, não mais me conheço. Sou o que temia ser, não vou mudar.

Pessimismo, agonia, angustia. Aperto, dor. Alma sofre, corpo sofre.
Coração? Tá firme. Mas quão firme? Firme ou seguro? Seguro ou duvidoso? Duvidoso ou inconceituável? Não dá pra saber. É diferente, é duro, é confuso.

A carga total não se dá em um ponto chave. O ponto chave é seu guia de vida. Não é possível ser feliz e ao mesmo tempo se sentir destruído.

Ou você tá feliz, ou você tá estagnado, não consegue transmitir nada e é tão inútil que nem sentimento sabe se tem ou parece explorar.
A tristeza e a infelicidade andam de mãos dadas e não se soltam por nada pois já tem a sua motivação do lado. É como andar com o melhor calçado e ferir os pés com grãos de areia.

Não sei porque preciso passar por isso, mas caso meu mundo desabe, nem EU vou estar perto pra contemplar. Isso não configura fuga, configura salvação.

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