quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dignidade Dissimulada




"Deus me ajude" - Foram as primeiras palavras que eu disse ao chegar em casa. Eu enfrentaria vários problemas. Já não esperava ser diferente, estava sendo tudo tão movido a teorias e falácias entre paredes, por mentes calejadas por inveja ou supostamente por puro gosto do desgosto.
Já era tarde, mas eu não queria dormir. Não parava de pensar no sorriso elegante e tímido de Cristina. Ela já tinha 30 anos, o tempo havia passado realmente muito rápido. Apesar de me passar pela cabeça vários pecados e impossibilidades, eu não conseguia tirá-la da minha mente. Ela já fazia parte de mim, mas desconhecia tal atrevimento. As poucas palavras dela direcionadas a mim são as únicas que repito incansavelmente torneando letras no céu juntos ao lindo desenho de seu rosto:
"Você não devia estar de cochichos com amigos imaginários à essa hora da noite, Dr. Osmar" - disse ela, ao me ver pensando alto no quarto de hóspedes. Mal sabia que eu falava sobre ela comigo mesmo.
No mesmo dia mais cedo, chegara toda a família da viagem turística. Eu fiz meu caminho com um olhar fixo ao chão, hesitando em cumprimentar todos, já que meus pais eram os mais animados em recepção. Ao chegar no quarto onde eu passaria o dia, meu irmão mais novo, Henrique, me apresentara à antiga colega de vizinhança da qual eu morria de amores na infância. Mesmo antes de Henrique falar qualquer coisa, os olhos dela já denunciavam que o jeito encantador permaneceu intacto depois de 20 anos, então eu a chamei pelo nome, e a convidei pra entrar.
Sua testa franzida denunciava sua dúvida e espanto. Aproximou-se, e com um tom curioso me dirigiu a palavra:
- É você, Osmar? Já faz tanto tempo, como lembras de mim?
- Sim, Cristina. Faz tempo, mas algumas coisas não mudaram. Você continua com o mesmo jeito, e está ainda mais elegante.
- Quanta bondade. Vejo que também não mudou muito. Ainda com a mesma mania de elogios recheados para mim.
A conversa se deu até nossas novidades de 20 anos distantes serem postas em um diálogo confortável. Quem dera pudesse prolongar esse tempo por todo o dia que eu passaria sem nada. Ela não imaginara que boa parte das coisas que disse, eu não ouvi, por estar concentrado demais nos seus gestos e sorrisos.
- O conheci há um ano. Mesmo não tendo certeza sobre meus sentimentos, ainda estou com ele. É um bom rapaz, de respeito. - Disse ela.
- Que bom. É ótimo ver você feliz Cristina. Isso me faz feliz também.
- Sua amizade sempre foi importante pra mim, e isso nunca mudou.
Foram dois baques em um. Ao mesmo tempo, recebi duas notícias que fariam meus planos instantâneos virarem ao avesso. Não mais quis prolongar a conversa, era a minha vez de pensar. Antes de tudo, eu implorava a mim mesmo para que não tivesse posto esperanças demais em mim.
Logo mais, no fim da tarde, todos comemoravam uma data especial da cidade, que eu desconhecia. Chamaram todos à mesa, e finalmente eu pude ver quem era o tal homem à cortejar a Cristina.
- Vamos, sentem-se! Sirvam-se, vocês estão em casa. - Disse minha mãe, entusiasmada com a família reunida.
Eu não mexi um dedo após sentar na cadeira. Meus olhares eram divididos em esperança frente à Cristina, e angústia frente ao seu namorado. Seu nome era André Velásquez, o maior advogado da cidade. Eu não queria pensar em nada à seu respeito, mas minha presunção me dizia que ele ele é do tipo que usa palavras inflamadas com notas de cem para conquistar as pessoas. Talvez eu estivesse errado, afinal, foi a Cristina que ele conquistou.
No final do banquete, era de costume da família fazer algumas observações e desejar felicidades às pessoas. O André não perdeu tempo:
- Eu queria dizer algumas palavras. Em nome da minha futura noiva Cristina, quero desejar um bom tempo que virá com muitas alegrias pra todos. Aproveito também para dar as boas vindas ao nosso futuro herdeiro.
Ao vê-lo deslizar as mãos cuidadosamente sobre a barriga de Cristina, ainda com duas semanas de gestação, fiz uma breve análise. Em milésimos de segundo guardei a feição de ambos pra poder analisar depois. Foi só o tempo necessário para Cristina inventar uma desculpa e se retirar da mesa, diante dos aplausos da família sobre o ocorrido:
- Obrigada, meus irmãos. Se me dão licença, preciso me retirar por uns instantes.
- Já estou farto. Posso lhe fazer companhia, Cristina? - Aproveitei para indagar
- Claro, Dr. Osmar.
Felizmente, ninguém notou tão bem quanto eu a rápida insatisfação que se desenvolveu entre Cristina e a declaração de André. Eu não tive tempo para pensar. Fomos até a varanda, no 1º andar. Lá parecia ser outro mundo. Ouvíamos grilos, murmúrios das pessoas que passavam, e pássaros. As brisas do vento e do sol arrancavam minhas palavras para Cristina. Perguntei:
- Eu notei sua mudança de feição. O que aconteceu lá?
- Ah, Osmar... Está tudo muito diferente. Estou confusa, e me sinto estranha falando com você agora.
- Não fique. O que temes? Tem a felicidade nas mãos, porque não a agarra? Agora você terá um filho... Nada pode ser mais...
- PARE. Não fale assim. Eu tenho uma confissão a fazer... - Interrompeu Cristina, levantando a cabeça e deixando cair uma lágrima dos olhos.
- Desculpe, não quis ser grosseiro, nem te magoar. Estou te ouvindo, sempre estive.
Naquele momento, eu soube que algo a estava incomodando. Tudo que eu mais queria era ouvir, porém, não queria forçá-la a falar.
- Amor, o que houve? - Disse André, ao chegar de repente na varanda.
- Não foi nada, André. Apenas uma irritação. Já estava indo cuidar disso.
- Você estava chorando! O que aconteceu? Ele fez algo à você?
- Pare André. Osmar não fez nada. Nós só estávamos conversando.
Nossa conversa havia sido adiada, e pra piorar, o futuro noivo da mulher que não sai da minha cabeça estava com um profundo ódio repentino de minhas supostas ações impensadas.
Fui pro quarto de hóspedes. Eu tinha um quarto, mas alguma coisa me dizia pra ficar pensando num canto mais reservado do que lá. Foi o que eu fiz. Fui até lá e sentei na cadeira de casal que era do Jardim. Estava tão distraído que não notei a porta aberta. E minha distração me fez pensar alto demais.
- Não tenho coragem... Daqui a alguns meses ela estará feliz. Não comigo, porém está esperando o filho de um bom rapaz e merece ser feliz. Esperarei até o feriado acabar, deixarei uma carta para Cristina, ainda não sei o que vou falar, mas eu...
- Você não devia estar de cochichos com amigos imaginários à essa hora da noite, Dr. Osmar. - Disse Cristina, emendando um sorriso vago e suspeito às palavras.
- Desculpe Cristina. Só estava pensando alto. - Falei, tartamudeando e nervoso.
- Eu ouvi. Estava passando para tomar um pouco de leite, não estou conseguindo dormir. Acabei ouvindo algumas de suas palavras...
- Você... Ouviu? Cristina... o que eu disse não tem sentido. Seja lá o que tiver ouvido, esqueça.
- Não posso esquecer, Osmar. As pessoas não esquecem rápido do que vem pensando há dias.
- Como assim?
- Antes de virmos pra cá, sua mãe me falou de você. Eu não queria vir, mas ao saber disso, obriguei o André a vir comigo, para não parecer indelicadeza. A verdade, é que o que você disse me fez sorrir como não tinha feito há meses. Só sorri assim, quando vi a nossa foto com o Henrique, há duas décadas. Éramos felizes, sorríamos com tudo, bancávamos os perfeitos. Hoje a realidade é diferente. Muitas vezes não conseguimos tudo que queremos.
- Não estou entendendo, Cristina. - Emendei levando a mão direita à boca, cobrindo-a pra evitar que visse meus lábios trêmulos.
- Estou falando de você, Osmar. Suas poucas palavras, e o tom que usou ao falar de mim, me fizeram perceber que nós temos uma coisa muito especial em comum: os desejos. O filho que estou esperando, será amado por ser meu. Mas a história não é a que eu sonhava com 12 anos. "Cristina e Osmar, pra sempre." - Falou, olhando para a barriga e deixando escapar poucas lágrimas.
- Eu não sei o que dizer...
- Não diga nada. - Disse ela, se aproximando da cadeira e ocupando o espaço vazio - Posso me sentar?
- É.. é claro.
- Osmar, você não imagina o alívio que senti ouvindo o que você disse. Não vá embora. Fique, vamos tentar resolver as coisas com calma.
- Não é tão simples. Você está grávida, e seu futuro noivo não vai gostar de saber que viajou pra se decepcionar...
- Eu vou ter a conversa mais difícil da minha vida, com ele. Mas vou falar. Vou propor que ele visite nosso filho quando precisar, com um tempo nós seremos definitivamente amigos, vejo muitos pais que tomam essa decisão e...
- Cristina, ouça. - Falei, segurando suas mãos e olhando fixamente pros seus olhos - Eu não devia ter vindo. Você estava tendo uma boa vida, não posso destruir tudo assim, eu simplesmente vou embora, tudo fica como estava, não precisamos fazer sacrifícios.
- Eu amo você, Osmar. Sempre amei. É com você que quero passar o resto dos meus dias. Pense bem. Estou indo deitar, já demorei por aqui.
Era uma situação difícil. Pela primeira vez, eu ouvi tudo que queria, e no fim, me senti muito mal. Eu sabia que estava batendo de frente comigo mesmo, e finalmente podia ter tudo que queria... Mas eu não sei o que minha família pensaria de mim. "Um destruidor de casamentos"? Eu não queria ser visto assim. Então me dei conta que, humanos são tão humanos, que mesmo na certeza dos desejos, erram na raiz mais pecaminosa do desejo e acabam se dando conta que não estavam nem perto da certeza do que queriam. Eram muitas consequências, eu não podia simplesmente dizer "Sim, seremos felizes" e esquecer do resto. Seria como trocar todo o amor fraternal e de família por um amor de carne, sexual e duradouro. Seria a decisão mais difícil da minha vida.
Na madrugada do dia seguinte, eu parecia estar completamente certo da minha decisão. Eu viajaria para a casa dos meus primos, tentaria outra vida profissional por lá, e deixaria uma carta para Cristina dizendo pra ela tirar uma noite pra pensar mais do que o que pensou em minutos.
Com as malas já prontas, Cristina me viu saindo de repente e falou com um tom de desespero:
- Osmar! Não acredito no que estás prestes a fazer...
- Você vai entender quando ler a carta na bancada do quarto. Cristina, eu não estou te deixando. Eu apenas estou te dando um tempo, você vai precisar muito. Você está carregando uma nova vida. Seria no mínimo injusto com ele, crescer com uma família separada. Ele merece o amor que eu em toda minha vida quis dar a um filho. Mas só você vai saber o que fazer. Eu estarei por perto, acredite, está sendo tão difícil pra mim quanto pra você.
- Está certo, Osmar. - Disse ela, pondo os lábios pra dentro e se pondo a chorar.
Diante do silêncio entre mim e ela, eu fui me retirando, e em seguida fui surpreendido com um beijo. Um momento que esperei há 20 anos, talvez estivesse ali sendo selado o destino meu e de Cristina. Eu não reagi, simplesmente me pus a sorrir e me retirei em seguida, dizendo:
- Você sabe onde me encontrar.
O tempo passou, e eu fui tentando conciliar as diversões dos amigos com meus eternos pensamentos em Cristina. Eu percebi que a estava perdendo, mas estava aliviado por ter feito a coisa certa. A minha parte estava terminada. Restava ao tempo me trazer os resultados do meu ato mais sensato da vida. Então, passei a entender que, a felicidade está mais perto do que parece. Você só precisa eliminar as falsas profecias e pensamentos que atrapalham o destino. Eu só precisava engatilhar meu rumo e seguir sabendo onde ele ia dar. Agora eu sei, e me sinto bem.
O fim do ano estava próximo. Logo mais celebraríamos a chegada de 1971. Havia muitas festas, e eu estava conseguindo me divertir. Eu estava na frente da casa, conversando e vendo crianças brincarem. Estava distraído, olhando para o chão e pensando em diversas coisas. Um dos meus primos viu alguém se aproximar.
- Quanta formosura - falou o João, admirado e com um largo sorriso
- Com licença. É aqui que mora o Osmar?
- É sim senhora, é esse moço aqui, meu primo!
Eu estava feliz. Mas só Deus sabe quão feliz fiquei ao ouvir aquela voz. Posteriormente, ao ver aqueles olhos, e aquele sorriso de sempre. Ela me abraçou com infinita afeição. Se ela estava lá, não poderia ser por outro motivo: Tudo estava bem.
- Meu amor, senti muito sua falta. - Falou Cristina, chorando como nunca antes.
- Não chore. Conte-me, o que aconteceu por lá?
- Tenho boas novas. Sua família mandou lembranças, desejou felicidades. Estão todos muito admirados com sua atitude... Elogiaram sua posição, e respeitaram sua decisão. O André ficou desapontado quando eu falei do que eu queria. No final das contas ficou satisfeito por não ter sido traído durante todo esse tempo. Agora ele está bem, inclusive arrumou um outro partido. Mandou lembranças também, e disse que nos visitaria quando a criança chegasse.
A partir daí, fiquei completo. Pensei por vários dias sobre o tempo que passei distante dela. Pensei sobre minha decisão, a majoritária, a mais importante. Pensei em como seria se tudo fosse diferente. Não seria tão perfeito. Em meio a tropeços e pedidos presos de socorro, eu não precisei de outro conselheiro a não ser o coração. Enfrentei o meu maior desejo pra conservá-lo pro futuro. A igualdade entre duas almas só se confirma quando elas suportam décadas absolutamente preservadas e confirmadas diante da outra.
- Então, filho, essa foi a minha história. Espero que tome a decisão certa em relação à sua garota. E espero que saiba que você tem os conselhos do seu pai... É... Seu padrasto...
- Meu Pai. Eu tenho orgulho de você. E veja como sou... Tenho dois pais e ando reclamando de problemas amorosos. Na verdade, não sei o que é isso ainda. Só tenho 21 anos, preciso viver mais pra saber o que é amar de verdade.
- A idade não importa filho. Fique certo, você saberá quando estiver amando alguém. Seu coração conta pra você.
- Eu te amo, pai. Diga à mãe que eu a amo quando chegar.
- Também, filho. Pode deixar. Dizer que amo a Cristina é a melhor parte do meu dia, pro resto da minha vida.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dispneia e Dispersão




Uma confusão. Um marasmo de sentimentos.
Não aguento por muito tempo. Espero que o fim esteja próximo.

Enquanto espero, penso. Se há uma maneira menos dolorosa de seguir.
Olho pros lados e não vejo saídas. Ruas fechadas, destinos bloqueados.
Sorte traçada, porém não vista. Sinais provenientes - origem desconhecida.

Pedras. Cortantes.
Ao pulá-las, piso em flores. Não quero ser tão cruel. Não é de minha natureza.

Me desespero por não parecer claro.
Pior que isso. Sou visto, e mal interpretado. Estão fazendo de mim algo que eu não sou. Tenho medo do que possam me transformar.

Interfiro nos meus próprios pensamentos. Programados há tempos, planejados. Vejo algo fora do comum. Algo que nunca esteve, porém está mostrando-se pela primeira vez.

Os problemas mais insolúveis me cercam.
Uma acidez emocional me corroe por dentro. Não sei classificar.

Conflitos. Profundo.
Impressionante. Eu em todo mundo.

Vejo tudo mais claro agora. Tudo mais simples.
Vejo os detalhes. Vejo as coisas proibidas.

Sou mágico. Espiritual.
Tenho o poder de enxergar com os olhos fechados e o coração aberto.
Porém, ainda me falta um pouco de compreensão. Um pouco de rugas ao redor da boca em sentido de negação.
Preciso franzir a testa com desentendimento, olhar para o chão procurando explicações. Me falta mais humanidade, me resta divindade e bom senso.

No fim, algumas coisas que pareciam improváveis acontecem. Aos poucos.
Aproveitar-se dos fatos improváveis pode ser covardia. Mas não aproveitar-se pode ser inexperiência. E não é o caso.

No fim... quem sabe o distúrbio tome um rumo diferente do meu.
Nada disso importe mais, mas que sirva de lição.

Quem sabe eu volte a respirar, e coloque as coisas em ordem. Entre aspas.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sentidos.



O que mais destrói uma alma?
Vingança? Ódio? Preconceito?

... Amor?

Amor. Ou o caminho dele.
Considerado por muitos a melhor coisa que alguém pode sentir, e de longe, a menos prejudicial.
Os cupidos assinam embaixo. Os apaixonados assinam embaixo.

Não diria o mesmo dos espectadores da vida.
Dos que vêem de longe coisas que sempre lhe parecem perto, porém intocáveis.

Essas pessoas se corrompem.

Têm um caminho muito longo pela frente. Um caminho com pedras afiadas e flores que apresentam beleza, porém espinhos pontiagudos por trás das pétalas. Pássaros cantando a canção da natureza, lhe servindo como guia, mas sem poder indicar o caminho certo já que não lhe conhece bem.
Em diante, um céu nublado, te impedindo de ver as estrelas.

É basicamente uma tortura. Você não tem saídas. Já se vê preso há tempos e não sabe o destino de volta.
Seu único caminho está trilhado desde quando você decidiu entrar nisso, mesmo que sendo empurrado pelo coração, e o vendo rir de dentro, satisfeito.

Dói muito quando você descobre que estava hipnotizado.
A partir daí, não mais consegue pensar em nada. Só lamenta, e deseja voltar no tempo. Deseja ter de novo um ar de liberdade.
Deseja, até então, poder sorrir. Sem parecer suspeito, ou acanhado.

Depois, com a ajuda do tempo, tudo parece se acalmar, as feridas parecem cicatrizar. Nada está tão diferente. As coisas só mudaram de tonalidade. Perderam a cor, mas ainda mantém a mesma intensidade, a mesma presença.

Então, você se vê frente a frente com a parte mais difícil.
O autocontrole. Diante de coisas que você nem imagina que te farão tão mal. Porque você simplesmente acha que já está vencendo a batalha e chegando ao fim do caminho.
Mas só chega à parte mais dolorosa. Agora tudo parece não ajudar o suficiente. Agora, nada e ninguém, por melhor que sejam, conseguem ajudar. Têm o remédio mas não alcançam a ferida.

Você demonstra não estar bem. Não consegue esconder a sua angústia tão bem quanto antes. Seus limites estão chegando. Você não sabe quão longe poderá caminhar. Não sabe se poderá chegar a dar o último passo na caminhada. Não mais sabe, se conseguirá respirar um ar puro e não ter mais medo de sorrir. Você está estagnado.

Você ainda caminha, mesmo estando cego.
Não enxergar significa confiar nos outros sentidos.
Você não tem muito mais a acrescentar.
É difícil fazer as coisas ganharem sentido agora.

I'm just walking... waiting for some space. Waiting for someone, waiting for something. I can't think, I can't breath.
But something tell me that I need to keep going, to anywhere, in any way, for any purpose, for ever, until the end comes to take my soul for a better place.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Obrigado por estar aqui.


Em você, encontrei o dom de olhar com olhos alheios.
Encontrei a chave que abre sete mil portas e um coração.
Conquistei confiança em seu espírito, e hoje me sinto protegido.
De olhos vendados, pude seguir com você me guiando.

Não descende de simples entendimento.
Na verdade, é bastante difícil perceber seu real tamanho espiritual.
Já desisti de procurar uma definição em poucas palavras.
Quando se trata de alguém tão sensacional, só detalhadamente poderia mostrar-se.

Sua presença é indispensável. Principalmente nos dias que eu pareça não precisar dela. Se só as palavras fossem meios psicológicos, eu não dependia tanto de você.
Proteja-me. Protejo-te. É completar, confiar, entender como ninguém, auxiliar, e reciprocamente... amar.
Obrigado por estar aqui.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Enigmático


Pode não parecer, mas eu carrego comigo uma resistência emocional, que é fragilizada pela sociedade mas refletida pelas pessoas que se corrompem com ela.

Às vezes as coisas parecem ser simples, como um não e sim, como um "não mais" ou até como um "nunca foi". É tudo muito relativo, e vem de cada um, mas as pessoas vivem de falar coisas que não têm noção de quão longe atingirá e quão contínuo será o efeito causado por isso.

Há um certo tempo fui fragilizado e refletido ao mesmo tempo, o que me impediu de enxergar, logo, de tomar qualquer ação. Fiquei rigidamente dominado pela persuasão de uma interpretação de palavras, acolhedoras de alma e coração, cativantes e discretas.

Respeito minha ingenuidade, ela realmente me serviu de aprendizado.
Apesar de que, eu sempre espero demais das pessoas. É um defeito meu. Mas é um defeito-qualidade, pois sempre me trouxe experiências. Com isso aprendi a montar análises gerais de cada tipo de personalidade e suas primeiras impressões e ações.

Promessa e Cobrança são duas palavras muito parecidas.
Estão ligadas, dependentes. É como uma condição.
Então, aqui é simples. Nunca prometa antes de saber se vai poder cobrar dessa promessa futuramente, e nunca cobre de alguém algo que por você é determinantemente impossível. Não faça as coisas parecerem complexas demais, sempre. Há sempre uma cautela bem mais detalhada num caminho de névoas e pedras.

Há um mistério. Interno, em alma.
Mistério esse que só é entendido depois de encarado. Eu me vi encarando um mistério gerado pelas lágrimas dos outros.
No final das contas, meu sacrifício foi em vão. Minhas noites de insônia, minhas dores intensas na cabeça e neurônios queimados em tentativa de compreender o motivo do meu mistério ser tão mais complicado e dolorido do que muitos mereciam compartilhar mas não são instruídos.

Pena. Raiva e angústia.
Complexidade demais, às vezes sobra. Nem tudo sempre falta.

Depois, agonia e arrependimento.
Apesar das tentativas, inúmeras e uma das maiores, impulsionadas pelas palavras acolhedoras e cativantes já citadas, derramadas num rio poluído tendo efeito de óleo em água. Se desfazendo como frágeis células em meus dedos, escapando como se fosse a última cartada ou último verso de poema, última rima e último ritmo respiratório da minha alma fragilizada e já tão fatalizada. Finalizada. Acabada. Destruída.

... Renovada, com outros rumos, tomando como base as experiências.
Uma dúvida acumulada. O motivo de uma alma renascida sentir cicatrizes de uma "vida passada".
Uma única certeza. Ainda serei acarretado e arrodeado de questões nas quais nunca obterei respostas. Nunca.

Só porque eu tento entender demais os seres humanos. Eu devia me render ao meu mundo e meu espírito.
Só devia. Não conseguiria. No espelho, ainda enxergo mistério.

sábado, 14 de agosto de 2010

Horizonte Imaginário


Não faz muito tempo
Que te persegui, em meus sonhos
Parecia que nunca te alcançaria,
Mas não quis desistir.

Você não ouvia meus gritos
Mas sorria como se soubesse
Que eu estava ali te observando
Esperando que você esperasse.

Nada ali parecia fazer sentido.
Nada pretendia dar certo.
No meio de tanta confusão,
Só a minha pretensão parecia funcionar.

Até que as rimas foram aparecendo.
Enfim fui encontrando o sentido,
De tanto caminhar sobre pedras e espinhos
Apareci em cima de onde tinha partido.

Me aproximei, finalmente pude enxergar-te de perto
Então sorri, apesar do cansaço, prevaleceu o orgulho
Eu finalmente pude te alcancar,
Te parei, perguntei, me autoflagelei, entendi.

Antes de pensar no que perguntar e me franzir no que fazer
Acordei, e percebi que tudo não passava de um sonho.
Um sonho, que sempre pareceu real.
Mas que mostrava que não só se sonha mas se busca tirá-lo da fantasia.

Mesmo que pareça improvável
Nada é tão simples quanto real
Eventual ou inalcançável
Descartável ou especial.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Medos


Medos. Sempre em destaque.
Ou, receio. A maioria dos medos são na verdade receios.

É muito fácil falar "Se você não enfrentar o seu medo nunca vai conseguir superá-lo".
Mas ninguém se dá ao trabalho de enxergar com os olhos do seu aconselhado. Ou quase ninguém.
Você tem seus receios. O de falar com aquela pessoa, o de contar aquela verdade, o de mentir praquela pessoa, o de omitir aquela resposta.

Ruim mesmo, é saber que é melhor acabar com o medo e ver que não é tão simples. Perceber que em certas ocasiões é melhor deixar que o medo vire impossibilidade. Porque pouparia caras feias pra ambos os lados da ocorrência.

Eu tenho os meus. Alguns já são impossibilidades. Outros ainda penso em que destino os presentear. Presentear... tsc

Todos os dias eu enfrento um medo diferente, aprendo uma coisa diferente, encaro tipos diferentes de feições e tratamentos, aturo diversos mimimi's, suporto intrigas bestas e perguntas tipo "Que cara triste é essa?" sendo que estou apenas pensando em praia, mulheres, futebol, shopping, video-games ou qualquer coisa de senso comum de todo HUMANO. Mas tudo isso, nada mais é que um auxílio pra fazer o tempo passar e te distrair o suficiente para... não precisar pensar em nada.

Sempre fazemos coisas que não gostamos. E sempre faremos o que dizemos que não faríamos. Mas o quão bom ou ruim vai ser, depende de você. E o que seu medo lhe impor não força apenas soluções lógicas. Olhe duas vezes e pense quatro. Sempre.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Diversidade


Uma simplicidade.
Uma forma de expressão, um dizer do que for.

Impressionante.
Existem pessoas muito parecidas no mundo mas nunca se dão conta disso.
Se soubessem enxergar, quão diferente seria?

Enfim, falar dos outros, em geral, é ainda mais difícil que tirar alguém pra convergir críticas construtivas. Nunca saberão distinguir gostos de opiniões.

O mundo é pequeno.
O mundo é pequeno porque o tempo passa rápido.
1 dia tem apenas 24 horas. E ainda tem gente que pergunta "Qual foi o melhor dia da sua vida?"

Se você já respondeu essa pergunta, fique certo(a) que você não tem uma perspectiva de vida tão abrangente. Ou simplesmente, se apega demais a momentos simples.

"Quando vou saber quando é o melhor dia da minha vida?"
Não se dê conta, daqui a pouco terá a resposta.
Não precisa ter pressa pra responder a pergunta. Ela será respondida automaticamente.

Não há excessões.
O dia do seu casamento não é o mais feliz da sua vida.
O dia que você ganhar um carro não é o mais feliz da sua vida.

Mas por que?
Porque você ainda não morreu pra saber. Mas calma, não se mate pra eternizar aquele momento que você passou e desmentir essa teoria. É tudo questão de visão. Você sempre vai ter uma distinta da minha.

O mundo é bem diversificado.
Inteligência sem limites é a do homem que criou o céu e a terra.
Ele calculou o nível de ambição do homem antes de lançá-lo na terra pra conviver com os semi-intelectuais e críticos.

Homens e Mulheres, raças opostas que um dia se unem pra dar continuidade ao sistema de reprodução mundial. Raças que dizem ser completamente diferentes e que sempre estão pra criticar uns aos outros e tentando provar superioridade. Realmente, o mundo nunca esteve perdido, mas sim as portas que se abrem pra alguns e se fecham pra outros, nessa mesma ordem, poderia ser diferente.

Esse planetinha é difícil de se estudar, rapaz.
Circunstâncias de um dia podem ser o mesmo do seguinte que foi o oposto do anterior.
Suas soluções pros problemas podem ser as mesmas sempre, e você chegar ao topo da vida antes de alguém que planeja tudo nos mínimos detalhes e arranja respostas sempre diferentes pras perguntas mais complexas.

"O mundo está sempre em constante evolução"
Não! O mundo é o mesmo. Quem evolui, são os seres que vivem nele. (Que observação idiota)
E nem evoluem tanto. O problema é que quem cria essas frases é de alta classe e não tem olhos pra parte podre do mundo.
Se tivessem, a frase seria outra. "O mundo está sempre em evolução regressiva" ou "O mundo nunca evoluiu de verdade".

"Maldita Inclusão Digital", é o que dizem.
Ué... Maldita porque?
Só porque pessoas desprovidas de conhecimento tem agora mais facilidade pra lidar com tecnologia?
Deixem elas. O máximo que farão, será expor opiniões contrárias das suas. Se você for inteligente, saberá driblar eles e suas esdrúxulas opiniões.

Diversidade, é difícil conceituar os detalhes.
É preciso o respeito. Pela cor, pelo gosto, pela diferença, pela aparência, por tudo.
Respeito é a base. Sem ele, não há o amor. Com ele, não há guerra.
Mas é fácil se você souber administrar tudo, primeiro em você, depois no mundo. No diversificado mundo.

domingo, 18 de julho de 2010

Que mundo imperfeito...


...Onde todo mundo vive de teorias, onde tudo só tá perfeito quando segue uma linha reta, quando não é aberto pra um dia diferente...
Onde as pessoas não se contentam com o que tem e procuram tomar a felicidade alheia...
Onde não basta só ser feliz, mas obrigar as pessoas ao lado a esconder a felicidade e engolir o choro pra parecer em sintonia com tal felicidade...

O que eu temo, é que um dia essas idéias dominem completamente a cabeça das pessoas.
E aí? Como vai ser? As pessoas não mais terão dignidade e orgulho do seu "eu". Ou terão, mas mais em frente verão que não.
Mais na frente, verão que a pessoa que queria chorar devia ter chorado e você com sua teoria de momentos estáticos não permitiu.
O preço pela dor só nós sabemos pagar. Cada um, tem um preço diferente. Só você, pra saber quando deve se acolher sem parecer estranho pros outros. Só em você, tá o segredo dos momentos que exigem respeito dos amigos, ou familiares.

"Ah, mas você deve ser feliz sempre!"
Claro que sim. Mas esse sempre é "modo-de-falar". Porque tem que haver excessões.
Se a situação é ruim, não tente mudá-la. Porque chorar e ficar triste quando tudo tá mal, é bom. Quem não sabe disso?

Mas essa é a vida, cada vez mais cheia de surpresas.
Keep Walking...

sábado, 10 de julho de 2010

Reflexo


Quem diria, hoje é dia, de viver, amanhecer...
... com os pés no chão, sem flutuar, nem exagerar, porém sonhar.

Brincar de alcançar, sonhar com o impossível, regredir pra filtrar a parte boa da vida, e separar o bom do melhor ainda, pra não ter preocupações com o passado e poder viver tranquilamente o presente. Sem olhar pra trás. No máximo, pros lados. Dar as mãos à sentimentos, passear em direção a lugar nenhum, em pensamentos, viver de forma intensa, e sorrir de forma incansável.

Quem dirá, amanhã será outro dia, viveremos e amanheceremos...
... se seu dia ontem foi bom, pensemos. Pode flutuar, agora você tem a base de vida.

É de um dia, que se aprende o outro. É do próximo que se planeja o seguinte, e desviando das frustrações.
Até que se possa seguir em linha reta, sem precisar segurar na mão da segurança. Colocar a confiança nos braços e caminhar livremente pra lugar nenhum. Sim, novamente. É como um ciclo. A única mudança, tá em você.

A areia que você pisou, tá marcada. Suas pegadas, servirão de apoio pra quem te admira. Alguém te seguirá. Esse alguém confia cegamente em ti. Esse alguém seguiria seus passos pra onde você fosse.

Cuidado. Agora, olhe mansamente pra trás. Sabe quem você vê? Seu confidente. Dê as mãos, duas cabeças pensam melhor que uma.
Próximo dia. Planos? Não diga... sem idéias? Pergunte ao seguidor de seus passos. Agora, ele fará o caminho pra você.

Quem disse? Ontem foi dia, de reviver, amanhecer...
... mesmo assim, só bastou sonhar.

Sabe qual é o segredo da vida?
É seu reflexo. Não é o inverso, é o igual. Tá em lados opostos, mas é real.

Não imprime ritmo? Cuidado, nem tudo que freia, recomeça.
Mas se frear, cuidado com o que vem atrás. Nem tudo que lhe passa é bom, nem tudo que foi bom precisa ser lembrado.

Quem diria, hoje é um novo dia, vamos viver, reconhecer...
... sem os pés no chão, flutuando, exagerando, e ainda sim sonhando.

Porque agora tenho a segurança, a confiança e a esperança.
Só isso é isso tudo. O que preciso pra ter explosão suficiente pra segurar os pesos da vida.

Sentirei saudades... valeu a pena!
Essa jornada, é traduzida em detalhes por cada "si mesmo". Agora, sigamos em frente. Recomeçemos...

Se forma um novo reflexo a cada dia, cabe a nós mudar o jeito que ele nos sorri.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Um tempo ambíguo


Eu opero, ajo, frente aos meus objetivos e desejos, de uma forma simples.
Preciso de um ambiente calmo. Quero libertar-me da tensão, dos conflitos e desacordos. Me esforço por controlar a situação e resolver meus problemas, por um procedimento cauteloso. Tenho uma grande sensibilidade e apurada noção de detalhes em jogo, pra decidir, pra tomar a escolha certa.

Me esforço o suficiente pra obter vida plena de atividade e experiências, e uma ligação íntima que ofereça realização emocional pra poder driblar os problemas.

Minhas reais preferências, são a busca de meus objetivos e interesses pessoas com obstinada determinação; me recuso a meios-termos ou concessões.
Me sinto frustrado em meus desejos e impedido de obter o que considero essencial, mas isso não chega a ser um problema.

Minha real situação, é estar disposto a me arriscar emocionalmente e psicologicamente, pra só tender a melhoras e ficar longe de tropeços.

Não sou egocêntrico; portanto, não me ofendo com facilidade.
Talvez isso seja um defeito... Mas não preciso saber. Não enquanto isso não me trouxer problemas.

Quero evitar interpretação fisiológica. As minhas tensões resultantes de desapontamento, têm me levado a agitação.
Também preciso evitar interpretação psicológica. As minhas expectativas irrealizadas têm me levado a incerteza e a uma vigilância apreensiva.
Há dentro de mim, uma grande necessidade de sentir-me seguro e protegido contra outros desapontamentos, contra ser preterido ou perder prestígio e posição.
Tenho dúvidas de que as coisas melhorem no futuro; não o bastante, sinto-me inclinado a fazer exigências exageradas e a rejeitar acordos. Em suma: Insegurança opressiva.

Interpretação fisiológica: As decepções me tornam desconfiado e me levaram a um afastamento isolado, me brigando a concentrar-me em mim mesmo. (pleonasmo?)
Interpretação psicológica: Reprimo meu entusiasmo e minha imaginação, por temer que eu possa me empolgar, apenas para verificar que, finalmente estou buscando alguma coisa ilusória. Sinto que tenho sido enganado e maltratado pelas minhas maneiras e me retraio para me manter cautelosamente distante dos outros. Estou atento e crítico para ver se as intenções em relação a mim são sinceras - uma precaução que se transforma facilmente em suspeita e desconfiança. Em suma: "Gato escaldado pela água fria tem medo"; desapontamento emocional sempre atento à desconfiança quanto às intenções.

Meu problema real, é o desapontamento pela não-realização dos meus ideais e o temor de que a formulação de novas metas só levarão a outros reveses têm resultado em considerável ansiedade. Procuro escapar para uma união tranqüila e harmoniosa que me proteja da insatisfação e da falta de afeição.

O desapontamento e o temor de que não vale a pena formular novas metas também têm me levado a tensão e ansiedade. Prefiro ter contato adequado com outros e campo de ação para evoluir, mas sinto que minhas relações são vazias e que não estão progredindo em certa forma. Reajo com uma atividade intensa e zelosa, destinada a alcançar minhas metas a qualquer preço.

Em grande suma: Nada acima é problema. São só constatações. Não me sinto mal por nada, não à ponto de precisar mudar.
Estou preferindo usar o essencial e o básico em troca do necessário e desejado. Empurrando a vida com a barriga, de uma forma boa.
Estou decidindo viver em grande escala, porém em estreitos passos. Assim eu vivo tranquilamente por um período de tempo mais longo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Reflexão


Às vezes eu me pego pensando...

... Se as coisas que faço são de fato valiosas.
Se importam alguma coisa pra alguém, ou a maioria só pra mim mesmo...

Enfim, não vim escrever drama, apenas custei e resolvi refletir.. sobre a vida.
Caramba! Quanta gente desperdiça tempo com coisas idiotas, desnecessárias e sem importância.

Tá, eu sei que ninguém precisa ficar notando os detalhes do que faz involuntariamente...
Ao menos, tire alguns minutos de qualquer dia, e reflita se você tá fazendo por merecer a vida que tem.
Eu acho que não. Eu não. Todo dia reclamo por besteiras. Reclamo por não ter o que desejo, às vezes acho pouco o que recebo, às vezes chuto a minha felicidade longe porque não consigo vê-la em coisas pequenas...

Sabe... importante mesmo, é saber diferenciar o descartável do prorrogável, e saber separar o necessário do importante.
Assim, você vai saber usá-los, um por vez, e no fim de cada dia poder perguntar a si mesmo, já com resposta, se não lhe faltou ou sobrou nada... se você esqueceu de fazer algo ou não fez por peso na consciência.

Seguindo uma certa linha de raciocínio, você vê que é difícil alguém saber valorizar a vida de verdade... e infelizmente tá longe de todos se darem conta disso. Todo dia tem maníacos no noticiário, acidentes de pessoas que beberam e foram dirigir, Pessoas que buscam fama sobre os outros e acha que aparecer na TV é tudo... Nem preciso comentar que essas pessoas são uns exemplos.

Pare. Respire fundo. Sabe o que acontece ?
Você acaba de dar a sua vida um pouco de ar pra respirar. Porque ela tá corrida, e merece um descanso.
Claro que se sua vida é sua, você sabe muito bem como vivê-la, porém, perceba que vida é tem tudo a ver com pessoa, e pessoa tem tudo a ver com você. E às vezes você vai olhar pra traz e dizer que tá arrependido de algo que fez na pressão, por ausência de escolhas, e finalmente vai se dar conta do sentido real das coisas de fato importantes.

A morte um dia chega pra todo mundo.
Algo pode te fazer pensar que tá perto, e te obrigar a pensar em certas coisas. Se preparar pra morte é o mesmo que não viver a vida.
Mas não há reciprocidade entre o bem e o mal, assim como, não vai fazer sentido deixar pra resolver sua vida nas suas últimas respirações e batidas do coração.

Bah, parece uma reflexão doida e sem sentido... mas, caso você pense repetidamente no fim da vida, mais precisamente na morte, você vai fazer uma contração no coração e se dar conta que já fez coisas que nem alguém fora de si faria, obrigando você a chorar de arrependimento ou ter forças pra consertar os erros.
Esses são os seus pecados. Um dia todos vão pagar pelos seus, no céu... mas seria bom pensar se não vale a pena pagá-los em terra firme, com consciência, obrigações e escolhas. Uma vez vivo, você pode escolher entre a morte e alguma coisa. Depois disso, suas escolhas acabam e você nem precisará mais pensar em tudo que acabou de ler.

Just close your eyes. There is a different world for analyse.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mundo Imundo




O nosso espaço, as vezes parece tão estranho que nos projetamos em um 'planeta' que nunca vimos pra escapar da insanidade das pessoas e preferir fechar os olhos pra não precisar ver as ruínas que ninguém vê.

Não precisa ser intelectual pra pensar assim.

O nosso mundo, o que construímos, é corrompido porque as pessoas não pensam antes de tomar atitudes que reflitam contra você, mesmo que indiretamente.

Tentamos sempre nunca nos sentirmos intrometidos demais na vida das pessoas. Eu, particularmente, só entro na vida de alguém, se sentir que estou sendo convidado.

Sem disvirtuar o objetivo do texto, a questão é, que algumas vezes os animais irracionais são os humanos. Sim, os que caminham e podem sentir a brisa do vento e comentar com um amigo no fim de um papo.
Algumas pessoas parecem que são violentas e não tem raciocínio, como os cachorros.
Outras, preferem nem ter imagem comparável ou não dão a mínima pra o que os outros vão pensar.

Bah.. quem sou eu pra criticar.. eu não passo de uma pessoa que enxerga demais os detalhes das personalidades alheias.. vai ver isso é um defeito meu. Se eu fosse mais um dos que vêem um rosto bonito e se apaixonam, eu tava perdido. Eu vou ensinar meu filho a ser perceptivo e detalhista como eu, quem sabe num futuro não tão distante as pessoas aprendam com ele a estudar cada coisa e cada pessoa antes de têr-la perto ou constantemente presente. Assim, evitariam choros, caras feias e arrependimentos, tsc.

Mundo imundo, é o que vivemos.
Pouco me importo com as pessoas podres de alma, mas me importo com as pessoas que sofrem com as ações de tais porcos. Enquanto alguém chora em casa pensando em alguém, esse mesmo alguém tem um sorriso de 1 hectare estampado na cara, como quem pensa "foda-se, não tô nem aí...", e isso me faz concluir que, cada vez mais as pessoas se importam menos com o que é mais importante: Personalidade + atitude + simplicidade.

A vida é manipulável, não só por você, mas pelos seus amigos e inimigos também.
Hoje você tá sorrindo, amanhã pode chorar e um amigo te confortar, depois um inimigo pode mudar sua concepção sobre algo e te fazer refletir.
No fim, até nossos inimigos são nossos amigos.

Chega de falar de coisas clichês, afinal, todo mundo sabe o que faz da sua vida.
Em outras palavras, é melhor arrepender-se de algo que fez, do que lamentar por algo que não fez.
Espero que "você" sabia o que tá fazendo, pois o caminho da vida é doloroso e não tem volta.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Parando pra pensar [...]


É.. às vezes o nada toma conta de tudo.
É a contradição que mais se encaixa, quando você se sente desprovido de ações e pensamentos férteis...

Tudo bem, talvez tudo que tá estático se desmanche e as coisas voltem ao normal...
... mas antes disso, vai ter alguém sofrendo.

Sinto muito por não poder dar ao mundo inteiro a mesma imagem que passo à Deus.
Pelo menos, eu vou aprendendo a lidar com os problemas, por mais que eles pareçam intermináveis...
De longe eu sinto uma lágrima sua cair, e quem vai saber... talvez estejamos em sintonias iguais.

O que importa de verdade ? E com o que você mais se importa, DE VERDADE ?
Se você não souber... não tem problema. Pegue uma ampulheta e vire quantas vezes forem necessárias pra fazer o tempo passar e a areia te trazer a resposta.
Não posso garantir que você ficará feliz com o mesmo. As vezes você desejaria nem saber.
Mas se em teu caminho tu precisares de um auxílio, e não quiser seguir os instintos do coração por medo das consequências, não tem outra, abrace o tempo.

Tenho medo de fazer algo que não quero involuntariamente.
Algumas coisas que já são passado, voltam ao meu presente, e eu fico desorientado e perco a concentração vital.

Deixa eu ter uma conversa comigo:
* HEY, EEEI, PAROU. *clap clap clap*, voltou à realidade ?
Vamos, levante-se, você precisa terminar o que começou. Você nunca deixou nada pela metade.
Siga, eu te aponto o caminho e você segue. Qualquer dúvida, me pergunte. *
-
Ok.

Enfim [...]
Vamos... segure minha mão, sei que você é capaz de sintonizar seu pensamento ao meu.
Sei que você é capaz de pensar e agir da mesma forma que eu, talvez assim possamos terminar tudo sorrindo.
Olhe pro céu, focalize uma estrela, veja como ela brilha mesmo que solitária com o seu destaque.
Seja igual a ela, que brilha mesmo com um céu nublado. Vença as batalhas, mesmo com os problemas. A estrela brilha, você vence.

Até mais, Desabafo. Fui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Proposta ;


Quero te propor, a magia de viver...
Não ofereço garantias, aceite-a se quiser.

Quero te propor, um mundo diferente...
Onde acima da dúvida, há sentimentos. Antes de se duvidar, "se sente".

Quero te propor, uma imaginação...
Vale pensar em tudo, a regra básica é usar o coração.

Quero te propor, um sentimento...
Um que não mude com o tempo, com a distância, nem com o momento.

Deixe-me te explicar a minha proposta...
Proponho o amor, viva-o, sinta-o. Ao sair leve-o com você, e sinta a magia, exposta.

Não sinta medo, vivemos pra aprender.
Se tu errar, vai saber se corrigir sim... vai saber.

Tome posição ao lado da magia, no seu mundo diferente, aproveite a imaginação, tudo se trata do amor.
A partir daí, você passou pelo teste. Conseguiu entender tudo que eu quis lhe propor.

O fim de tudo, nós constuímos. Vale a pena tentar.
Pra se sentir experiente, basta aceitar o que proponho. Sinta-se esperto, é só amar...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

É simples... como um sorriso!
















Viva!
Não se desespere com problemas, eles sempre tem uma saída.

Sonhe!
Quanto mais parecer impossível, mais prazeroso de se buscar.

Faça!
Não deixe de lado as coisas que você acha que deve fazer. E faça de preferência no momento que achar que é certo.

Lute!
Por sua felicidade, sempre... Às vezes ela parece distante, porém ainda não teve um fim e você tá parado. Portanto, se achar que vale a pena, mova-se.

Esqueça...
Das pessoas que regridem e degrinem a sua vida.

Se apegue! ...
... Às coisas boas. Elas são as ferramentas pra você conseguir conjugar o primeiro verbo desse texto.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Seja um Idiota !

-

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.
Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.
Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice.
Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahaha! ...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas.
E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.

Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

(Arnaldo Jabor)

sábado, 20 de março de 2010

Memórias de um Anjo


Chega um dia... que você esquece das coisas não-memoráveis do passado, e sorri por nada, porque lembra de pessoas que fazem ou fizeram da sua vida sempre uma coisa melhor a cada dia.
Em pensamentos, podemos trazer de volta uma pessoa que já não pode estar presente em nossas vidas, por um motivo maior, que não importa.

É... é ruim quando perdemos alguém que amamos. Nos sentimos fracos, impotentes, por mais que alguém tente te acolher e dizer: "Uma hora vem a conformação."
Os planos que você tinha em mente, as coisas que te faziam bem na companhia desse alguém, as promessas não cumpridas ou tarefas pendentes...
... Tudo se torna nada. As lágrimas tomam lugar dos sorrisos. E restam, as lembranças.

E aí começa a sua guerra. Você tem que se superar, em tudo. Como fazer pra seguir em frente sem uma essência da vida ?
Essa é uma pergunta que eu nunca vou saber responder. Até hoje eu sigo com passos infalsos, e agindo errado, e pensando como seria diferente se eu tivesse meu pai por perto, pra me falar que errei por ingenuidade e me apontar o caminho correto.

Há quatro anos, o céu ganhou um anjo. E eu perdi meu pai.
Desde então, eu virei ao avesso, em todos os sentidos. Porque eu havia perdido um pai, um amigo, um irmão, um conselheiro. Uma pessoa alegre, determinada, que esbanjava saúde e era a pessoa mais feliz que eu conhecia.
Eu sofri como ninguém, eu me amarrei as lembranças na mesma hora, na minha cabeça, se passou um filme de sorrisos e daquela vida cheia de alegrias que acabara de ter um fim.

Falar de um amigo é mais fácil do que falar de um herói, não ?
Mais difícil ainda é falar de um Herói-Amigo.. ou Amigo-Herói.. ou um Anjo-Amigo... ou simplesmente um PAI.
Principalmente se um pai, é o seu maior motivo de ORGULHO, no qual você pensa todos os dias, se baseia no dia-a-dia, pede conselhos mesmo que indiretamente, sente-se grande, sente-se especial, sorri em seu nome, cria, ajuda, ama, vence, cresce e é recompensado com base nos seus ensinamentos.
Porque só basta ser um Pai, pra ser tudo. Não precisa fazer tudo que é lhe pedido, basta ser! É gratificante pensar em alguém, e só ter motivos pra sorrir.. porque não existia defeitos que o desqualificasse, ou qualidades que o desmerecesse.
Sempre presente, como um presente. Nunca falhou em seu dever de pai, não deixou nada a desejar.

Me arrependo por não ter feito tudo da melhor maneira possível.
Sei que faltou muita coisa, mas também sei que o que ficou são suficientes pra eternizar a imagem do melhor pai do mundo !

Te amo, muito, e eternamente, meu anjo, meu pai-herói.
Parabéns pelo seu aniversário (20/03/2010), e saiba que sua família vai ser eternamente grata pelos sorrisos que você deixou marcado em nossos corações.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sonhos...


Através da linha de tempo da vida... as pessoas aprendem de tudo um pouco.
Ganham experiência em qualquer coisa que a vida lhe proponha, cedo ou tarde.
Nossa... como é bom respirar o ar de uma novidade... aprender sozinho o que só se aprende com as pessoas, aprender com as pessoas o que se aprende sozinho.
É bom ter o que aprender, é ótimo se tiver um complemento pessoal.

Dependendo do que se busca, sendo possível ou não, você voa que sem tirar os pés do chão, imaginando o amanhã que mais lhe fará bem, com quem lhe faça bem, na companhia das pessoas que tiram você do chão de fato, só estando perto.

A vida nos ensina que o impossível é o mais prazeroso de se buscar. Quanto mais impossível parecer aquele objetivo, mais determinados ficamos para fazer de tudo para buscar o mesmo.
Na verdade, porque pensamos assim ? O engraçado disso tudo, é que pra motivos pessoais, nos tornamos pessoas tão diferentes que talvez nem nos reconheçamos.
Um "Motivo pessoal", num certo ponto de vista é o nosso objetivo vital. O maior, mais importante. O que mais nos dedicamos a enfrentar.

Esse motivo, é o sonho. Mas quão importante um sonho é ?
Às vezes não temos tempo ou paciência pra parar e pensar no nosso objetivo vital. Quem sabe não nos importe agora... quem sabe não seja preciso mostrar a si mesmo por enquanto. Às vezes as pessoas despertam cedo demais um sonho, e acabam por ficar ansioso com o tempo e a hora certa à realizá-lo, se desesperam (no bom sentido), ficam literalmente com a cabeça nas nuvens.

Sonhos... coisas que podem parecer impossíveis, porém nunca é. Porque um sonho de verdade, não é aquela coisa fora do real. Você pode sonhar com algo que provavelmente não terá, isso se chama sonho desperdiçável. O seu sonho de verdade, é aquele que se encaixe nos seus limites, e isso varia muito de pessoa pra pessoa.

O que importa na verdade, não é despertar sorrisos com palavras, não é emocionar sem intenção.
O que importa não é tentar traduzir um sonho em palavras... o que importa é absurdamente sentir-se forte, sem preocupar-se com nada, e sem precisar acabar com o querer dentro de si mesmo.

Sonhar... Nem que seja pra voar, nem que seja pra sentir-se bem.
O que importa, é que isso te faça bem, e que nada te influencie a mudar, a não ser que seja sempre pra melhor.

Sonhe ! Viva ! Que tal aproveitar os momentos de ócio e ocupar-se com uma das melhores coisas da vida ?
Você pode mover o mundo quando fecha os olhos. Mova-o pra perto de você, faça o que te faz bem, viva de prazeres, conquistas, viva de amor, liberdade, encha-se de vida, e VIVA !