Não aguento por muito tempo. Espero que o fim esteja próximo.
Enquanto espero, penso. Se há uma maneira menos dolorosa de seguir.
Olho pros lados e não vejo saídas. Ruas fechadas, destinos bloqueados.
Sorte traçada, porém não vista. Sinais provenientes - origem desconhecida.
Pedras. Cortantes.
Ao pulá-las, piso em flores. Não quero ser tão cruel. Não é de minha natureza.
Me desespero por não parecer claro.
Pior que isso. Sou visto, e mal interpretado. Estão fazendo de mim algo que eu não sou. Tenho medo do que possam me transformar.
Interfiro nos meus próprios pensamentos. Programados há tempos, planejados. Vejo algo fora do comum. Algo que nunca esteve, porém está mostrando-se pela primeira vez.
Os problemas mais insolúveis me cercam.
Uma acidez emocional me corroe por dentro. Não sei classificar.
Conflitos. Profundo.
Impressionante. Eu em todo mundo.
Vejo tudo mais claro agora. Tudo mais simples.
Vejo os detalhes. Vejo as coisas proibidas.
Sou mágico. Espiritual.
Tenho o poder de enxergar com os olhos fechados e o coração aberto.
Porém, ainda me falta um pouco de compreensão. Um pouco de rugas ao redor da boca em sentido de negação.
Preciso franzir a testa com desentendimento, olhar para o chão procurando explicações. Me falta mais humanidade, me resta divindade e bom senso.
No fim, algumas coisas que pareciam improváveis acontecem. Aos poucos.
Aproveitar-se dos fatos improváveis pode ser covardia. Mas não aproveitar-se pode ser inexperiência. E não é o caso.
No fim... quem sabe o distúrbio tome um rumo diferente do meu.
Nada disso importe mais, mas que sirva de lição.
Quem sabe eu volte a respirar, e coloque as coisas em ordem. Entre aspas.

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